terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Astro do Dia: Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim - 84º Aniversário

Tom Jobim




Tom Jobim



Chovia muito quando Tom Jobim nasceu. Ainda não eram as águas de março que fecham o verão, mas as de janeiro que o repartem ao meio. Janeiro, 25, 1927, onze e quinze da noite de uma terça-feira. Muita água caindo do céu, nenhuma saindo das bicas da rua Conde de Bonfim, no bairro carioca da Tijuca. O conserto de um cano viera perturbar o nascimento do primeiro filho de Jorge Jobim  e Nilza Brasileiro de Almeida, na casa de nº 634. Com a ajuda do irmão de Nilza, Marcelo, a quem coube a tarefa de providenciar água para o parto, e de sua irmã Yolanda, que se desdobrou na cozinha para que não faltasse café para o dr. Graça Mello, que o bebia em doses quase industriais, Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim finalmente veio ao mundo com quase 60cm de comprimento e pesando quatro quilos.Aquariano com ascendente em Libra, dois signos ligados ao ar como os seres alados que tanto admirava, no horóscopo chinês, Tom era gato, o que talvez explique sua implicância com deslocamentos e mudanças. E, no entanto, trocar de endereço foi uma das coisas que ele mais fez na vida.



Tom Jobim




Tom Jobim

Fonte: http://www2.uol.com.br/tomjobim/biografia.htm

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Canção Predileta - Diz nos meus olhos

Guerra Peixe



DIZ NOS MEUS OLHOS (INCLEMÊNCIA)

Guerra Peixe - Zélia Duncan


Pensei que haveria um pouco mais
De amor para mim
Guardei cada luar
Cada verso encoberto
Nas notas da canção
Pra que?
Se um vazio me esperava e eu não percebi
Devolve meus dias, minha alegria
Diz nos meus olhos verdades ruins
Que não foi bom rimar
Cada carinho que eu fiz

Que a minha voz cantada
Nem soa tão bem
Que os nossos sonhos
Foram pesadelos, enfim
Mas pelo menos fala pra mim
Esse silêncio é que me atordoa
Se foi tudo à toa
Volta e me deixa

Me recolho, volto ao meu mundo
O que é só meu, tem que voltar pra mim
Me lembro quando você passou
Era um dia tão claro de sol
Pensei, meu Deus, é um sonho
Meu coração feito um louco batuque
Por isso agora
Não me machuque
Vou te guardar como triste lembrança
Ninguém jamais vai me enganar outra vez
Eu prometo a vocês.


Fonte: www.zeliaduncan.com.br



Zélia Duncan - Diz Nos Meus Olhos (Inclemência) 


Zélia Duncan





domingo, 16 de janeiro de 2011

Poema - Emily Brontë

Emily Brontë


And if I pray, the only prayer
    That moves my lips for me
Is, "Leave the heart that now I bear,
                         And give me liberty!"
Yes, as my swift days near their goal,
                            'Tis all that I implore 
   In life and death, a chainless soul, 
                  With courage to endure. *

                                   Emily Brontë



*Tradução:


E se eu rezo, a única oração
Que move os meus lábios para mim
É: "Deixe o coração que eu agora carrego
E me dê liberdade!"
Sim, à medida que os meus dias velozes se aproximam de sua finalidade,
Isso é tudo o que eu imploro
Na vida e na morte, uma alma sem grilhões,
Com coragem para suportar.


Fonte: Livro - Prisioneira em Teerã (Memórias) - Autora: Marina Nemat - Editora Planeta

domingo, 2 de janeiro de 2011

Feliz 2011!




Esperança

Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118.


Verdade, Amor, Sabedoria, Felicidade, Síntese, Clareza, Confiança, Abundância, Ação correta, Justiça, Renascimento, Beleza, Harmonia, Força, Vitória, Glória, Paz, Comunicação e Alegria são os meus votos para o novo ano.

sábado, 25 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL!




Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Nascemos, imensamente.

(Vinicius de Moraes - Trecho Extraído: Poema de Natal)

Felicidades e excelente Natal!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Amar - Florbela Espanca

Poetisa Portuguesa Florbela Espanca



Amar - Florbela Espanca

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui…além…
Mais este e aquele, o outro e toda a gente….
Amar!Amar! E não amar ninguém!



Recordar? Esquecer? Indiferente!…
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!



Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar.



E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder… pra me encontrar…

domingo, 28 de novembro de 2010

Canção Predileta - Valsa da Solidão

Hermínio e Paulinho


Valsa da Solidão
(Paulinho da Viola / Hermínio Bello de Carvalho)

Onde estava tanta estrela que eu não via
Onde estavam os meus olhos que não te encontravam
Onde foi que pisei e não senti
O ruído dos teus passos em meu caminho.

Onde foi que vivi
Se nem me lembro se existi
Antes de você.

Ah! Foi você quem trouxe essa tarde fria
E essa estrela pousada em meu peito
Ah! Foi você quem trouxe todo esse vazio
E toda essa saudade, toda essa vontade de morrer de amor.




Roberta Sá


Roberta Sá - Valsa da Solidão